Time goes by so slow
When you're stuck to me
Time goes by so slow
When you're stuck to me
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
I can hear my train comin'
It's a lonesome and distant cry
I can hear my train comin'
Now I'm runnin' for my life
What makes a man walk away from his mind?
I think I know
I think I might know
I can feel the wind blowin'
It's sending shivers down my spine
I can feel the wind blowin'
It shakes the trees and the power lines
What makes a man spend his whole life in disguise?
I think I know
I think I might know
I think I might know
I think I might know, oh oh
I can see the sun settin'
It's casting shadows on the sea
I can see the sun, it's setting
It's getting colder, starting to freeze
What makes a man want to break a heart with ease?
I think I know
I think I might know
I think I might know
I think I might know, oh oh
Well I can hear my train comin'
Looks like time is not on my side
Well I can hear my train comin'
I'm still runnin' for my life
What makes a man pray, when he's about to die?
I think I know
I think I might know
I think I might know
I think I might know, oh oh, oh oh
I think I might know
I think I might know, woah oh
Dallas Green
It's a lonesome and distant cry
I can hear my train comin'
Now I'm runnin' for my life
What makes a man walk away from his mind?
I think I know
I think I might know
I can feel the wind blowin'
It's sending shivers down my spine
I can feel the wind blowin'
It shakes the trees and the power lines
What makes a man spend his whole life in disguise?
I think I know
I think I might know
I think I might know
I think I might know, oh oh
I can see the sun settin'
It's casting shadows on the sea
I can see the sun, it's setting
It's getting colder, starting to freeze
What makes a man want to break a heart with ease?
I think I know
I think I might know
I think I might know
I think I might know, oh oh
Well I can hear my train comin'
Looks like time is not on my side
Well I can hear my train comin'
I'm still runnin' for my life
What makes a man pray, when he's about to die?
I think I know
I think I might know
I think I might know
I think I might know, oh oh, oh oh
I think I might know
I think I might know, woah oh
Dallas Green
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
At the beach
"(...) - Life is...Hmmm...
- What? Life's what?
- I could say 'traiçoeira' - Her english failed for a moment. Maybe because portuguese would taste better... Or bitter - You know? i forgot the word in english for that...
- Hmmm, don't think so... Could you try to explain, you know, the meaning?
- Let me see... Would be something like sea, women, cats...(silence)
Like god... And Love ."
- What? Life's what?
- I could say 'traiçoeira' - Her english failed for a moment. Maybe because portuguese would taste better... Or bitter - You know? i forgot the word in english for that...
- Hmmm, don't think so... Could you try to explain, you know, the meaning?
- Let me see... Would be something like sea, women, cats...(silence)
Like god... And Love ."
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Bom dia e um sorriso.
Acordei no susto. Um chamado inesperado com voz sorridente me tirou do sono de pedra. Fui a seu encontro: vesti-me pensando em não aparentar muita preparação. De fato, ia-me esquecendo de pôr chinelos ou algo nos pés quando pisei do lado de fora de casa. Admito um certo nervosismo a mais nesta manhã, com joelhos trêmulos e falta de palavras ensaiadas. "Bom dia!" e um sorriso. Foi a primeira vez na vida em que permiti que visse meus pés. Meu nervosismo se tornou desespero quando recebi o recado: trouxe-me um Kinder Ovo, daqueles que desde meus nove ou dez anos de idade não ponho na boca, e um exemplar de O Pequeno Príncipe. "Cresça e 'imatureça'!" foi o que me martelou imediata e certeiramente na cabeça. Meu sorriso velho e maduro a apodrecer quase não apareceu. Tudo piorou quando percebi os olhos tão aflitos mas felizes em me ver. Primeira vez em meses. Mas nada pude responder de volta além de gentilezas triviais, minha voz se agravou e até mesmo minha corcundez sumiu por tais instantes. Sei que de mim era esperado algo a mais que isso, porém, ainda que sentisse o chão mais latente e as costas pesadas de culpa, não consegui corresponder com mentiras. O mais doído foi a culpa por não ter me arrependido de nada do que falei noite retrasada, foi manter minha decisão ainda mais firmemente que antes.
Adiei seu semblante por quase dois dias pelo medo do que hoje aconteceu: deparei-me com ele sem que meu coração batesse com mais ou menos intensidade.
"Hoje é dia vinte."
Adiei seu semblante por quase dois dias pelo medo do que hoje aconteceu: deparei-me com ele sem que meu coração batesse com mais ou menos intensidade.
"Hoje é dia vinte."
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Pardais dos lírios
Pardais dos Lírios
O que antes fazia parte das minhas preces agora se tornou minha tortura; percebi, hoje, que as lágrimas que tanto pedi que fossem embora de fato se foram: me deixaram os olhos secos sem sequer uma gota que me aliviasse a expressão dolorida do rosto.
Meus lírios secaram, assim como minha pele, meu brilho dos olhos... tudo porque o que tenho dentro não me deixa viver para fora. Transpira meu desespero rígido, sólido, que me guarda em dias abafados e sem sombra em que eu mesma possa me acolher.
Teria minha ternura se esquecido de mim como fiz com os sorrisos pela manhã? Teriam minhas lágrimas desistido de mim como fiz com a paz pela qual sempre tanto procurei? Conseguirei um dia cumprir a promessa que fiz a mim mesma de nunca mais indagar-me o que jamais terá resposta? Por ora penso que sufocarei dentro de instantes; tenho pensado isso a todos os momentos: há dias que se fizeram semanas, há semanas que se fizeram meses, há meses que se fizeram anos. Estou para sufocar há tanto tempo que creio já ter sufocado até mesmo sem que tenha percebido, e tenho a maldita certeza de que estes momentos se farão décadas.
Teriam as pequenas flores sofrido sem que meus olhos as regassem? Teriam suspirado, em algum momento, meu nome e se lembrado de quando eu raramente pairava na janela para escoar as angústias que levavam minhas noites e manhãs a fio?
Não tenho a quem culpar, somente em mim mesma posso ver a origem da minha doença, minha desgraça é carne da minha carne, cultivei-a junto dos lírios, embora deles vibrassem cores claras, cores que eu só poderia enxergar depois de muito limpar os olhos com as lágrimas que por tanto tempo me cegaram.
E digo, insisto em dizer ao Deus no qual não acredito, insisto em dizer a cada centímetro da minha frouxa carne que não há mais meu branco no preto, sequer há preto-e-branco: meu branco encardiu até agonizar em um cinza que empardeceu meus pobres lírios. Insisto em rezar para as paredes igualmente encardidas, aos meus pés ruços da terra de um caminho que não é meu, que nunca escolhi.
Para onde foram as folhas secas que me sacudiram os cabelos em plena ventania? Para onde apontaram, para onde voaram sem dó de não me acudir? Teria eu quebrado o silêncio dos ventos que para elas cantavam e dançavam?
Estou corroída, desenganada por dentro, estômago com fome enganado por fumaça, fantasmas que pairam em um ritual estranho e instigante sobre o segredo que só a solidão nos faz acreditar que realmente existe. Que só a solidão pode calar, pode sugar minhas palavras goela afora, que pode ensurdecer os mais lindos dizeres de amor; dizeres que me mataram na espera, arrancaram qualquer arrependimento do qual ousei me alimentar pela boca de outros amores.
Aprendi mais uma lição quando já não acreditava que mais nada me pudesse ser ensinado, descobri que o fim realmente existe, descobri que olhos realmente secam e desejei fervorosamente nunca ter pedido, na flor da minha inocência, para que secassem.
E sem respostas me calam os dentes, mas não o gelo no peito. A fumaça quente, desta vez, me esfria as antes brasas que ainda insistiam em mim. Aprendi que o que queima vira ferida viva e vicia as mãos no arrancar de peles, sem pena da dor, sem dó da perda. Eis meu vício de fugir de vícios, de percorrer meus jardins que agora jejuam em plena primavera e tentar, de uma vez por todas, varrer os restos de meus pilares para chorarem dentro de casa.
O que antes fazia parte das minhas preces agora se tornou minha tortura; percebi, hoje, que as lágrimas que tanto pedi que fossem embora de fato se foram: me deixaram os olhos secos sem sequer uma gota que me aliviasse a expressão dolorida do rosto.
Meus lírios secaram, assim como minha pele, meu brilho dos olhos... tudo porque o que tenho dentro não me deixa viver para fora. Transpira meu desespero rígido, sólido, que me guarda em dias abafados e sem sombra em que eu mesma possa me acolher.
Teria minha ternura se esquecido de mim como fiz com os sorrisos pela manhã? Teriam minhas lágrimas desistido de mim como fiz com a paz pela qual sempre tanto procurei? Conseguirei um dia cumprir a promessa que fiz a mim mesma de nunca mais indagar-me o que jamais terá resposta? Por ora penso que sufocarei dentro de instantes; tenho pensado isso a todos os momentos: há dias que se fizeram semanas, há semanas que se fizeram meses, há meses que se fizeram anos. Estou para sufocar há tanto tempo que creio já ter sufocado até mesmo sem que tenha percebido, e tenho a maldita certeza de que estes momentos se farão décadas.
Teriam as pequenas flores sofrido sem que meus olhos as regassem? Teriam suspirado, em algum momento, meu nome e se lembrado de quando eu raramente pairava na janela para escoar as angústias que levavam minhas noites e manhãs a fio?
Não tenho a quem culpar, somente em mim mesma posso ver a origem da minha doença, minha desgraça é carne da minha carne, cultivei-a junto dos lírios, embora deles vibrassem cores claras, cores que eu só poderia enxergar depois de muito limpar os olhos com as lágrimas que por tanto tempo me cegaram.
E digo, insisto em dizer ao Deus no qual não acredito, insisto em dizer a cada centímetro da minha frouxa carne que não há mais meu branco no preto, sequer há preto-e-branco: meu branco encardiu até agonizar em um cinza que empardeceu meus pobres lírios. Insisto em rezar para as paredes igualmente encardidas, aos meus pés ruços da terra de um caminho que não é meu, que nunca escolhi.
Para onde foram as folhas secas que me sacudiram os cabelos em plena ventania? Para onde apontaram, para onde voaram sem dó de não me acudir? Teria eu quebrado o silêncio dos ventos que para elas cantavam e dançavam?
Estou corroída, desenganada por dentro, estômago com fome enganado por fumaça, fantasmas que pairam em um ritual estranho e instigante sobre o segredo que só a solidão nos faz acreditar que realmente existe. Que só a solidão pode calar, pode sugar minhas palavras goela afora, que pode ensurdecer os mais lindos dizeres de amor; dizeres que me mataram na espera, arrancaram qualquer arrependimento do qual ousei me alimentar pela boca de outros amores.
Aprendi mais uma lição quando já não acreditava que mais nada me pudesse ser ensinado, descobri que o fim realmente existe, descobri que olhos realmente secam e desejei fervorosamente nunca ter pedido, na flor da minha inocência, para que secassem.
E sem respostas me calam os dentes, mas não o gelo no peito. A fumaça quente, desta vez, me esfria as antes brasas que ainda insistiam em mim. Aprendi que o que queima vira ferida viva e vicia as mãos no arrancar de peles, sem pena da dor, sem dó da perda. Eis meu vício de fugir de vícios, de percorrer meus jardins que agora jejuam em plena primavera e tentar, de uma vez por todas, varrer os restos de meus pilares para chorarem dentro de casa.
domingo, 6 de dezembro de 2009
“… já foi o tempo em que via a convivência como viável, só exigindo deste bem comum, piedosamente, o meu quinhão, já foi o tempo em que consentia num contrato, deixando muitas coisas de fora sem ceder contudo no que me era vital, já foi o tempo em que reconhecia a existência escandalosa de imaginados valores, coluna vertebral de toda ‘ordem’; mas não tive sequer o sopro necessário, e, negado o respiro, me foi imposto o sufoco; é esta consciência que me libera, é ela hoje que me empurra, são outras agora minhas preocupações, é hoje outro o meu universo de problemas; num mundo estapafúrdio – definitivamente fora de foco – cedo ou tarde tudo acaba se reduzindo a um ponto de vista, e você, que vive paparicando as ciências humanas, nem suspeita que paparica uma piada: impossível ordenar o mundo dos valores, ninguém arruma a casa do capeta; me recuso pois a pensar naquilo em que não mais acredito, seja o amor, a amizade, a família, a igreja, a humanidade; me lixo com tudo isso! me apavora ainda a existência, mas não tenho medo de ficar sozinho, foi conscientemente que escolhi o exílio, me bastando hoje o cinismo dos grandes indiferentes…”
Um Copo de Cólera - Raduan Nassar
Um Copo de Cólera - Raduan Nassar
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
2006
E persisto em desistir.
Sempre que penso em respirar, estás presente. E isso só faz com que eu me odeie cada vez que me sufoco.
Sempre que penso em respirar, estás presente. E isso só faz com que eu me odeie cada vez que me sufoco.
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