sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sinto um silêncio ecoante de fora pra dentro, parece que nada mais mora em mim. Nem as lembranças que vieram, nem as que viriam. Me sinto como um quarto sem janelas, branco, sem móveis, sem o sossego de uma cama, sem ninguém para dormir dentro. Estar dentro de mim é uma sensação que não sentem há tempos, em qualquer sentido possível. A fumaça dá piruetas dentro da minha "oquidão". Rouquidão. Coração sonolento, estômago letárgico trazem meus pés dormentes pra fora, para pisar na brasa do chão e sentir o arrepio da brisa tímida que traz o verão.
Arrepior. Arremelhor

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